Estudar é a melhor coisa que fiz em toda minha vida. A saciedade que o conhecimento me traz é extraordinária. Porém, chega uma hora que a vida fica mais pesada, a mente cansada, os sonhos distantes e a gente não sabe mais o que fazer. Penso em descanso, descanso, descanso. Mas a sede de conhecimento não me deixa momento algum e eu insisto em aprender, mesmo quando nada mais entra na cabeça, apenas vagueia sem encontrar destino. Meu tempo é completamente tomado. Quem me dera poder aprender como os grandes cientistas aprendiam no passado: pesquisando, testando e aplicando no cotidiano, tudo a seu tempo, tudo ao seu modo. Sinto falta de ter tempo. Sinto falta de andar por aí como fazia há alguns anos, quando me sentava na Praça da Liberdade em BH e ficava olhando as pessoas passarem, andando sempre mais rápido do que seus pés podem as levar, conversando sobre coisas abstratas com pessoas que estão dentro do meu coração, mas às vezes distantes de meus pensamentos. Maldita falta de tempo.
Penso em tanta coisa, mas os pensamentos sempre se perdem ou são logo substituídos por alguma preocupação qualquer, talvez por uma matéria que ando apertada e precisando estudar na Universidade ou por algo corriqueiro que tenha que fazer. Nessa história toda a criatividade, que já não é das melhores, simplesmente desaparece, substituída por coisas exatas, premeditadas, friamente calculadas.
Infelizmente, ou felizmente, não há nada que possa fazer por agora pra sanar essa necessidade. Tenho a sorte de fazer o que gosto, pois ainda que tome meu tempo, eu fico feliz.
O cotidiano, por mais rotineiro que seja sempre tem sua graça.
ResponderExcluirComo tem! Tenho que tirar algo a mais de bom de toda essa correria.
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