25 de abril de 2014

Você não sabe o quanto eu caminheeeei, pra chegar até aquiiiii!




Foram tantas emoções que meu sono esqueceu de mim essa noite.
Ao invés de ficar rolando na cama, farei algo mais produtivo: escrever mais um pouquinho sobre a Saga Ciências Sem Fronteiras: o começo.


Já falei um pouquinho do meu histórico na postagem anterior, onde estudo e de onde surgiu essa ideia de ir para os EUA. Inicialmente eu iria pra França, berço dos mais deliciosos queijos do mundo. Fiz curso de francês por alguns meses, mas abandonei assim que me inscrevi para o Edital 143 do programa Ciências Sem Fronteiras do governo federal. O programa é basicamente um intercâmbio, onde o governo paga seus estudos em universidades pelo mundo afora, e você retribui trazendo conhecimento científico para seu país.
Me inscrevi, arrumei a papelada(histórico atualizado, comprovante de Iniciação Científica,...) e aguardei pela homologação da UFV. Fui homologada e então fiz a prova de proficiência em Inglês: o TOEFL. Passei com a nota um pouquinho abaixo do necessário para ir direto para a Universidade, mas adivinhem: o governo banca um curso de Inglês LÁ NOS EUA! Gente, não tem nada melhor, é uma oportunidade incrível. Algumas pessoas farão seis meses de curso, eu farei dois (essa classificação nos grupos é dada de acordo com a nota obtida no teste). Meu curso é o Intensive English Program. Ao terminá-lo, se eu for bem, sigo para a parte acadêmica do programa, dando início às atividades no IIT (Illinois Institute of Technology).
Após a aprovação no TOEFL, preenchi o Common App, onde a gente fala sobre a gente, sobre o que quereremos estudar lá, sobre nossos interesses e tal (é, eles querem nos conhecer). Escrevi algumas essays para as Universidades, dizendo o porque de estudar lá, em que essas instituições me seriam benéficas do ponto de vista acadêmico. Podemos indicar três Universidades lá em uma das essays, mas isso não é garantia de que sejamos alocados nelas. Eu, por exemplo, não fui alocada em minhas opções.
O Common App é uma parte bastante delicada e demorada do processo, aconselho a NÃO demorar a preencher. Não deixem para última hora, pois sempre há algo a corrigir. Tudo, tudo mesmo o que devemos fazer será indicado pela IIE (instituição que organiza o nosso intercâmbio). Sempre receberemos e-mails falando os próximos passos a serem seguidos e como devemos proceder nos preenchimentos. 
Após toda a documentação pronta, vem o cartão do BB Américas, o cartão que servirá para o governo te mandar dinheiro lá nos EUA. Você receberá em casa e o desbloqueará no site do BBA.
Recebido o cartão, sente e espere (e estude Inglês!). Aí você receberá seu TOA, que é como uma carta de aceitação das Universidades de lá, informando que você foi aceito. Virá nela sua data para estar lá, começo do curso, a pessoa que te auxiliará lá e tudo mais que precisamos saber. 
Eu estou na fase de ler e responder essa carta, confirmando a minha intenção de estudar lá.
Caberá a mim, agora, aguardar a data para o Visaweek, que é quando tiraremos o visto (todo mundo junto, o governo "separa" uma dara para os participantes do programa).
A bolsa com os auxílios cairá antes de irmos para os EUA, de forma a comprarmos as passagens e arcamos com os gastos iniciais por lá.
O governo oferece vários auxílios, entre eles: dinheiro para um notebook ou tablet, passagens, dinheiro para custos iniciais e a bolsa mensal, que é livre.
Lá, teremos dormitórios e alimentação por conta do governo também.
Quer mais?
Temos plano de saúde, academia(depende da sua universidade, e no geral é gratuita para os alunos), e um auxílio maior caso sejamos alocados em cidades consideradas alto-custo, como é meu caso (Chicago).

Depois disso, é só embarcar e correr pro abraço!

Ainda estou no Brasil, viajo só dia 15 de Junho, mas já digo que essa será a experiência mais incrível da minha vida!

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